As condições de trabalho dos/as supervisores/as de estágio e o impacto no processo de supervisão uma aproximação à realidade brasileira

Melissa Ferreira Portes

Resumen


O objetivo desse artigo é identificar as condições objetivas de trabalho dos/as supervisores/as de estágio (acadêmico/a e de campo) e evidenciar os impactos destas condições no exercício da supervisão de estágio e na organização do estágio supervisionado, tomando como referência a realidade das escolas que ofertam o curso de Serviço Social, na modalidade presencial, no estado paranaense. A pesquisa indicou que a precarização e a flexibilização estão longe de ser realidade transitória e relativa, ao contrário. Os espaços sócio-ocupacionais têm sido impactados/as substancialmente pelos processos de reordenamento do aparelho estatal e da reconfiguração de seus serviços, trazendo alguns rebatimentos no processo de supervisão de estágio, por se considerar a supervisão de estágio como uma atribuição profissional de caráter privativo, estabelecida no artigo quinto da Lei nº 8.662 de 1993.
Dentre os rebatimentos, destacam-se: a ausência de planejamento da supervisão que é interpretada como sobretrabalho; o estagiário/a desconsiderado na sua condição de aprendiz, sendo reconhecido como um ajudante/auxiliar do profissional; supervisão realizada de forma assistemática, pontual, sendo demandada pelo estagiário/a e não pelo/a supervisor/a; atividades de supervisão focadas no treinamento, no modelo, na repetição, reflexo das requisições e respostas profissionais que tem sido construídas para atender às demandas do cotidiano de trabalho.

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